O Senado dos Estados Unidos, sob controle republicano, aprovou uma medida que exige que o presidente Donald Trump cesse a guerra no Irã ou busque a aprovação do Congresso antes de prosseguir com ações militares. A resolução, embora simbólica, representa uma rara crítica a Trump por parte de legisladores que, em sua maioria, têm apoiado o presidente desde seu retorno ao cargo.

A proposta foi aprovada na terça-feira por um voto de 50 a 48, com alguns republicanos se unindo aos democratas. A mesma medida já havia sido aprovada anteriormente pela Câmara dos Representantes. O voto ocorre em um contexto de crescente ceticismo entre os republicanos em relação ao plano de paz que Trump firmou com o Irã, enquanto o conflito, impopular, se aproxima de cinco meses.

Trump criticou a resolução em sua plataforma Truth Social, chamando-a de "mal planejada e sem sentido". "Então, eu tenho o Irã na 'corda bamba', prestes a cair... e o Senado dos EUA decide fazer uma votação mal planejada e sem sentido sobre a Lei de Poderes de Guerra," escreveu Trump, reafirmando sua determinação em agir independentemente do Congresso.

Esse voto marca a primeira vez que ambas as câmaras do Congresso aprovaram uma resolução conjunta instruindo um presidente a encerrar uma ação militar desde a promulgação da Lei de Poderes de Guerra em 1973. Contudo, especialistas acreditam que a medida pode não ter impacto prático no conflito com o Irã, que permanece congelado.

A resolução evidencia divisões entre os republicanos à medida que se aproximam as eleições de meio de mandato em novembro, levantando questões sobre a possibilidade de uma maior oposição ao presidente. A votação também foi a décima vez que os democratas forçaram um voto sobre poderes de guerra desde o início do conflito.