Yeasmin Begum, de 42 anos, vive há toda sua vida próximo ao aterro sanitário de Amin Bazar, localizado às margens de Dhaka. Ela relata que o odor causado pelo lixo e a queima aberta frequentemente provocam alergias, incluindo resfriados e tosse. “Às vezes, é muito difícil respirar quando os coletores de lixo queimam o material descartado ao ar livre. O fumaça e cinzas envolvem nossa casa e o ambiente circundante”, afirma.

Um projeto municipal para incinerar lixo em grande escala está sendo planejado, com a intenção de gerar energia a partir dos resíduos. O projeto de 42,5 megawatts, conhecido como ‘lixo para energia’, prevê a queima diária de até 3.000 toneladas métricas de lixo, que será transformada em vapor para alimentar uma turbina e produzir eletricidade. Este seria o primeiro projeto de ‘lixo para energia’ na Bangladesh, parte de esforços para lidar com o aumento constante de resíduos urbanos.

No entanto, a comunidade local, que já sofre de exposição prolongada a poluição do ar, água e solo, expressou preocupações sobre o impacto potencial do projeto. O Dhaka North City Corporation é responsável pelo projeto, que foi financiado por instituições internacionais como o Banco Asiático de Infraestrutura e o Banco de Desenvolvimento Novo, ambos sediados na China. O projeto está programado para ser concluído em dezembro de 2028, quatro anos após o prazo inicial.