* Por Emídio Brasileiro, Educador, Jurista e Cientista da Religião O Livro de Oséias é o trigésimo quinto livro da Bíblia e o primeiro no grupo conhecido como Profetas Menores do Antigo Testamento. A expressão refere-se apenas ao tamanho dos livros, e não ao valor espiritual das mensagens. Seu autor é Oséias, filho de Beeri, que viveu e profetizou no Reino do Norte (Israel) por volta do século VIII a.C., durante os reinados de Jeroboão II e dos últimos reis israelitas antes da queda de Samaria (722 a.C.).
Período de prosperidade externa, mas de profunda decadência moral e religiosa. Isso coloca sua atuação entre cerca de 755 a.C. e 715 a.C., aproximadamente.
É um período de cerca de 40 anos de profecia, marcado por declínio político e infidelidade religiosa. O livro possui 14 capítulos e pode ser dividido em duas grandes partes: I – A vida pessoal de Oséias como símbolo (caps. 1-3); II – Profecias, condenações e esperança (caps.
4-14). O chamado de Oséias Oséias foi chamado por Deus para anunciar Sua palavra ao povo infiel e adverti-lo das consequências de sua corrupção e idolatria. A narrativa inicia-se com uma ordem simbólica de Deus: Oséias deveria casar-se com Gômer, uma mulher infiel, para que sua vida pessoal se tornasse um sinal profético do relacionamento entre Deus e Israel.
Assim como Gômer traiu o marido, Israel traía o Senhor com adoração a falsos deuses, especialmente Baal. Do casamento nasceram três filhos, cujos nomes têm significado profético: Jezreel, que lembra o castigo pela violência cometida na cidade de Jezreel; Lo-Ruama (não amada), simboliza que Deus deixaria de ter compaixão do reino de Israel; Lo-Ami (não meu povo), indica o rompimento da aliança entre Deus e Israel.
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