A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu um dos maiores roubos financeiros da história, após um funcionário cair em uma armadilha durante uma suposta entrevista de emprego.
Como os hackers usaram engenharia social
O caso chamou atenção não apenas pelo prejuízo bilionário, mas pela forma como os criminosos conseguiram invadir uma das maiores plataformas de criptomoedas do planeta. Para especialistas ouvidos pelo G1, o episódio expõe uma ameaça que vem crescendo silenciosamente nos últimos anos: o uso de processos seletivos, propostas de trabalho freelance e contatos profissionais aparentemente legítimos como porta de entrada para ataques cibernéticos.
Segundo a Binance, a invasão foi resultado de uma operação planejada ao longo de meses. O objetivo dos criminosos era chegar a funcionários que ocupavam cargos estratégicos e possuíam acesso privilegiado aos sistemas da empresa.
Engenharia social: a porta de entrada para ataques cibernéticos
Essa estratégia tem nome: engenharia social. Os criminosos criam perfis falsos, principalmente no LinkedIn, se passando por recrutadores ou headhunters. Eles oferecem oportunidades de emprego, vagas exclusivas ou até a possibilidade de inclusão em bancos de talentos para futuras contratações.
A abordagem costuma ser direcionada a profissionais de tecnologia, do mercado financeiro ou a pessoas que ocupam cargos de liderança. Em determinado momento, o recrutador pede que o profissional participe de um teste técnico. O exercício pode ser apresentado como uma planilha, um software, um ambiente de programação ou um simples arquivo para download.
É nesse momento que o golpe acontece. Ao executar o material recebido, a vítima pode acabar instalando um programa capaz de abrir uma conexão secreta entre o computador e os hackers.
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