Fortes chuvas de monção causaram destruição e interrupção de serviços em Mumbai, a capital financeira da Índia, no domingo (5). Pelo menos seis pessoas, incluindo uma mulher e cinco crianças, perderam a vida após o desabamento de imóveis na área de Mankhurd, nos subúrbios orientais da cidade.
O volume de chuvas em Mumbai superou 100 mm, com picos de até 161 mm em algumas áreas. Além do desabamento, os temporais resultaram em quedas de árvores, afetando a fiação elétrica e as vias públicas. Um incidente notável ocorreu por volta das 10h30, quando uma árvore de grande porte caiu sobre 7 a 8 veículos. Desde o final do mês passado, a queda de árvores já havia ocasionado a morte de outras três pessoas na cidade.
Deslizamentos e interrupções no transporte
As chuvas também provocaram deslizamentos de terra na rodovia que liga Mumbai à cidade de Pune, levando ao fechamento total da via. Imagens veiculadas pela televisão mostraram entulhos de construção espalhados pelo asfalto e água jorrando de um túnel.
Em resposta ao risco de novos acidentes, as autoridades indianas instalaram sistemas de áudio em 225 vilarejos mapeados como áreas vulneráveis a deslizamentos. Oficiais de monitoramento foram designados para essas localidades, com a função de emitir alertas constantes e coordenar evacuações ou decisões emergenciais.
A infraestrutura de transporte foi severamente afetada: voos tiveram atrasos e interrupções no aeroporto; trens de longa distância, incluindo as linhas que conectam Mumbai a Pune, foram cancelados; vias urbanas ficaram alagadas e escolas e faculdades foram fechadas nesta segunda-feira (6).
Impactos climáticos e econômicos
O período de chuvas intensas em julho ocorre após o Departamento de Meteorologia da Índia (IMD) relatar que o país teve o quinto mês de junho mais seco desde 1901. O atraso e a irregularidade das monções levantam preocupações sobre a produção agrícola e o crescimento econômico, que está avaliado em quase US$ 4 trilhões.
As monções são responsáveis por cerca de 70% das chuvas anuais na Índia e são cruciais para o abastecimento de recursos hídricos. Quase metade das terras cultiváveis do país depende exclusivamente dessas chuvas, devido à falta de sistemas de irrigação, e cerca de metade da população indiana vive diretamente da agricultura.
Apesar do volume significativo de chuvas registrado em Mumbai, a previsão do diretor-geral do IMD, Mrutyunjay Mohapatra, indica que o total de chuvas para todo o mês de julho deve ficar abaixo de 94% da média histórica. Para esta segunda-feira, a expectativa é de uma redução na intensidade das chuvas, com previsão de
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