China rejeita texto do G20 sobre distorções comerciais

Na reunião de ministros de Finanças do G20, realizada de segunda a terça-feira nos Estados Unidos, a China foi a única nação a se manifestar contra alguns artigos da declaração final. Dos 17 parágrafos do texto, a delegação chinesa registrou objeções a quatro.

Dois desses parágrafos criticam a política econômica chinesa, falando explicitamente em 'corrigir distorções' e 'reduzir dependência excessiva das exportações'. Essas críticas vêm principalmente dos Estados Unidos, que argumentam que a China subsidia intencionalmente suas exportações para quebrar a indústria de outros países.

Um dos parágrafos rejeitados pela China afirma: 'Países com excedentes externos excessivos e persistentes devem eliminar as distorções que restringem o consumo interno e que resultam em uma dependência excessiva das exportações para o crescimento. Essas políticas e práticas geram efeitos colaterais prejudiciais nos mercados globais, regionais e domésticos, além de aumentarem a dependência econômica.'

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a China foi a única a se opor a dispositivos do texto e que os demais países concordam em discutir as 'exportações baratas' e como proteger suas economias.