O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (16.jul.2026) que a China interferiu nas eleições norte-americanas de 2020. Durante um pronunciamento, Trump declarou que o governo chinês hackeou informações de 220 milhões de eleitores dos EUA.
“Começando durante o ciclo eleitoral de 2020, a República Popular da China realizou o que se acredita ser a maior violação de dados eleitorais da história, resultando na obtenção ilícita, pela China, de registros de 220 milhões de eleitores dos EUA”, afirmou Trump.
Segundo o ex-presidente, as informações vazadas incluíam nomes, endereços e preferências partidárias dos eleitores. Ele também alegou que a China trabalhou para impedir sua reeleição nas eleições de 2020, nas quais foi derrotado, sem mencionar os resultados das eleições de 2016 e 2024, em que saiu vencedor.
“Em meados de 2018, a China trabalhava para influenciar os resultados das eleições de meio de mandato dos EUA e, posteriormente, os resultados da própria eleição presidencial de 2020. Separadamente, em 2019, a estratégia do governo chinês contra os Estados Unidos concentrava-se em minar a confiança interna no presidente americano”, acrescentou Trump.
Acusações de fraudes eleitorais
Além das alegações sobre a interferência chinesa, Trump mencionou uma suposta fraude no registro de eleitores em Michigan durante as eleições de 2020. Ele afirmou que o FBI relatou irregularidades em formulários de registro assinados com nomes falsos ou de pessoas inexistentes.
“Os agentes do FBI que trabalham no caso acreditam que crimes foram cometidos, mas que o Departamento de Justiça da era Biden protelou a investigação até encerrá-la. De acordo com o Departamento de Segurança Interna, ao cruzar registros estaduais de eleitores e registros públicos, eles identificaram aproximadamente 278 mil pessoas que não são cidadãos norte-americanos registradas para votar em eleições federais”, declarou.
Durante seu discurso, Trump pressionou o Congresso a aprovar o Save America Act, que exige prova de cidadania para votar. Ele pediu que os cidadãos solicitassem apoio de seus representantes ao projeto.
“A única razão para você não fazer isso é querer trapacear, porque suas políticas são tão ruins e seus candidatos são tão patéticos que você não consegue se safar nem ser eleito de outra maneira”, afirmou Trump.
Contexto das relações EUA-China
As declarações de Trump acontecem apenas dois meses após uma reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, onde ambos se referiram a um “relacionamento fantástico”. Xi, que está no poder desde 2013, tem uma visita programada à Casa Branca em setembro deste ano.
Trump, que ocupou a presidência de 2017 a 2021, tem frequentemente criticado a China por suas políticas comerciais e de segurança, além de acusá-la de interferir em assuntos internos dos EUA.
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