A China está aumentando sua produção de carne de frango e expandindo as exportações, o que pode transformar o país em um novo concorrente no mercado internacional. O Brasil é atualmente o maior exportador mundial da proteína.

No primeiro semestre de 2026, a produção chinesa cresceu mais de 9%, comparado ao mesmo período do ano anterior. A menor procura por alguns cortes dentro da China aumentou o volume disponível para exportação.

Embora a China continue sendo um dos principais destinos do frango brasileiro, especialmente em fevereiro, abril, maio, junho, julho e agosto, o país passou a ocupar a terceira posição em setembro, com 40,9 mil toneladas, atrás dos Emirados Árabes Unidos e da União Europeia.

Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou cerca de 420,4 mil toneladas de carne de frango para a China, gerando uma receita de US$ 1,15 bilhão.

Consumo e produção diferenciados

O motivo para a continuidade das compras chinesas do frango brasileiro, apesar da produção local, está na preferência dos consumidores dos dois países por cortes diferentes. Na China, pés e asas são mais procurados, enquanto no Brasil, a preferência é por peito, coxa e sobrecoxa.

A produção de carne de frango na China tem crescido mais rápido que o consumo no próprio país. De acordo com o Rabobank, a produção avançou mais de 9% neste ano, após ter crescido cerca de 7% em 2025.

A China passou a ampliar também os embarques de carne in natura, especialmente do peito de frango, que representa a maior parcela das exportações do país. Entre janeiro e maio de 2026, a China exportou 257,1 mil toneladas de peito de frango, o equivalente a 63,3% do volume vendido ao exterior no período.