A União Europeia (UE) anunciou nesta sexta-feira um acordo histórico com a China para 'meio reduzir' suas exportações de carros híbridos para o bloco, em meio a preocupações sobre o impacto nas indústrias automotivas europeias.

Contexto

O acordo foi resultado de negociações intensas desde junho, visando reduzir um déficit comercial diário de €1,18 bilhão, que tem causado tensões entre as duas economias.

De acordo com o comissário europeu para Comércio, Maroš Šefčovič, o acordo permitirá uma redução de mais de 50% nas exportações de carros híbridos chineses para a UE nos próximos quatro anos, o que representará uma diminuição significativa nas vendas de veículos híbridos plug-in e elétricos.

Segundo Šefčovič, este é o primeiro caso em que a China aceitou moderar suas exportações sem passar por investigações prévias, como ocorre com medidas de protecionismo sob as regras do Acordo de Comércio e Cooperação da Organização Mundial do Comércio (WTO).

Os carros híbridos combinam motores internos com pequenos bancos de baterias, sendo comercializados como uma transição para veículos elétricos puramente alimentados por bateria (BEVs).

Impacto e Reações

China reconheceu a pressão política crescente em todos os Estados-membros da UE, com milhares de empregos em risco devido à inundações de importações baratas provenientes da China em diversos setores, incluindo químicos e textis.

Os líderes europeus esperam uma ação rápida da Comissão Europeia e da China reconheceu essa necessidade.