Mais e mais americanos estão descobrindo que suas conversas com chatbots de inteligência artificial (IA) não são tão confidenciais quanto parecem. Estas plataformas, como o ChaGPT (da OpenAI), Gemini (Google), Claude (Anthropic) e Copilot (Microsoft), estão sendo usadas por órgãos de segurança para coletar informações sobre possíveis crimes cometidos ou planejados pelos usuários.

Segundo um levantamento do The Washington Post, o número de casos em que as empresas de IA entregaram informações aos órgãos de segurança aumentou significativamente. De janeiro a junho de 2024 foram 11 casos; de julho a dezembro de 2024, 17; de janeiro a junho de 2025, 41; e de julho a dezembro de 2025, 84.

Reforço na política de segurança

A OpenAI anunciou que implementará um software para identificar comportamentos perigosos em conversas com chatbots e encaminhar essas informações a revisores humanos. Se houver risco iminente de violência, a empresa relatará o caso aos órgãos de segurança.

Professor Andrew Fegurson da George Washington University alerta sobre os riscos dessa prática, afirmando que todo o nosso mundo estará disponível à polícia.