Em meio a protestos que têm sacudido França desde setembro, a exposição a gás lacrimogêneo tem se tornado um tema central, especialmente após relatos de mulheres que relataram períodos dolorosos e menstruações alteradas.
Segundo relatos, o uso extensivo de gás lacrimogêneo pelas forças policiais durante protestos não pacíficos tem causado lesões graves, como no caso de um estudante de 14 anos cuja mandíbula foi quebrada por um cano de gás lacrimogênio disparado a curta distância.
Ativistas e profissionais de saúde estão pedindo uma maior atenção às consequências do gás lacrimogênio, além das lesões visíveis já documentadas, como olhos arranhados e membros amputados.
O gás lacrimogêneo é descrito como um 'arma menos letal', mas pode causar queimaduras, dificuldade respiratória e irritação da pele. Em casos extremos, pode levar a necrose de tecidos respiratórios e digestivos, edema pulmonar e hemorragia interna.
A Amnesty International registrou mais de 500 casos de uso inadequado de gás lacrimogênio em todo o mundo, incluindo em França, destacando a falta de regulamentação sobre sua composição e treinamento inadequado dos policiais.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.