O calendário é marcado por cores que, ao longo do ano, chamam nossa atenção para causas que não podem ser ignoradas. Entretanto, a pergunta que precisamos fazer é: o que acontece quando o mês termina?

Campanhas não resolvem tudo sozinhas

Segundo a vice-prefeita de Goiânia, a saúde mental, a violência contra a mulher, a prevenção ao câncer e a segurança no trânsito precisam de atenção contínua, não apenas durante os meses temáticos.

As campanhas têm um papel importante, pois intensificam o debate e dão visibilidade a problemas que muitas vezes permanecem escondidos pela rotina, silêncio ou falta de informação.

No entanto, uma sociedade comprometida com o futuro precisa produzir vacinas: prevenir antes que a dor aconteça, educar antes que a violência se repita e conscientizar antes que o problema se agrave.

Criando uma cultura de conscientização

A mudança cultural não acontece de um dia para o outro. Ela é construída pela repetição das conversas, circulação da informação e participação de cada cidadão. Aos poucos, aquilo que parecia distante passa a fazer parte das preocupações e das atitudes.

Um exemplo disso foi o Agosto Lilás em Goiânia, onde ações de conscientização alcançaram cerca de 2.500 mulheres, além de encaminhamentos para serviços especializados. No entanto, o maior desafio continua sendo fazer com que a mensagem ultrapasse agosto.