‘Cachorro crente’: hot-dog criado para o pós-culto vira negócio de R$ 154 mil por mês Na esquina de uma grande igreja na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, um cachorro-quente chama atenção não apenas pelos ingredientes, mas pelo conceito que sustenta o negócio. Conhecido como "Cachorro Crente", o empreendimento nasceu de uma observação simples feita pelo empreendedor Leandro Lima: a falta de um espaço para que os frequentadores de cultos pudessem se reunir e fazer um lanche após os encontros religiosos. "A ideia surgiu pensando em um ambiente onde as pessoas pudessem sair do culto e continuar convivendo com os irmãos da igreja", conta Leandro.
Mas a história do negócio começou longe da alimentação. Desde os 18 anos, o empresário atuava no setor de entretenimento e produção de eventos, acumulando experiência em gestão, público e construção de marcas. Foi justamente essa vivência que o ajudou a enxergar potencial comercial em um nome que, inicialmente, parecia apenas uma brincadeira.
Quando identificou a força da expressão "Cachorro Crente", Leandro decidiu estudar o mercado. 'Cachorro crente': ideia de vender hot-dog após cultos vira loja que faturou R$ 154 mil no primeiro mês Reprodução/PEGN Encontrou um público numeroso, fiel e pouco explorado por marcas de alimentação. A partir daí, o projeto começou a ganhar forma.
O primeiro passo veio com uma carrocinha de cachorro-quente, construída com o apoio de um amigo da área da construção civil. O investimento inicial foi de aproximadamente R$ 85 mil. A operação começou pequena, mas rapidamente passou a receber convites para participar de eventos e programações em igrejas.
A receptividade foi imediata. O modelo encontrou aceitação junto ao público evangélico e passou a gerar resultados consistentes. O faturamento inicial girava em torno de R$ 12 mil, validando a proposta de valor da marca.
Com o crescimento da demanda, o empreendedor recebeu uma proposta de investimento, negociou parte da operação e iniciou um novo ciclo. O próximo passo foi abrir uma loja física. Para isso, foram investidos cerca de R$ 700 mil.
A escolha da localização não aconteceu por acaso. A estratégia foi instalar o negócio próximo a uma grande igreja, aproveitando o fluxo natural de frequentadores. "O fato de estarmos na esquina de uma grande igreja reduz muito o esforço de venda", explica o empreendedor.
No primeiro mês de funcionamento da loja, o faturamento chegou a R$ 154 mil. Além da localização, o empreendimento foi desenhado para dialogar diretamente com seu público-alvo. A casa não vende bebidas alcoólicas, mantém música cristã no ambiente e ajusta seus horários de funcionamento para acompanhar a programação religiosa da região.
Ainda assim, Leandro faz questão de destacar que o espaço está aberto para todos os públicos. "Aqui não pode existir preconceito. Somos uma marca que vende lanche e queremos receber todo mundo", afirma.
A diversidade também aparece no cardápio. A curiosidade do empreendedor o levou a pesquisar receitas de cachorro-quente de diferentes regiões do Brasil e de outros países. O resultado é uma seleção de opções pouco convencionais, incluindo versões de costela, combinações especiais criadas pela equipe da casa, cachorro-quente doce feito com pão de rabanada e até uma versão preparada em massa de pizza.
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