O senso comum diz que todo crescimento ocorre de dentro para fora, empurrando o que está na frente. Pelo menos, é o que ocorre na natureza, com as unhas e a grama, por exemplo. Contudo, no caso do cabelo, esta lógica intuitiva está errada, descobriram pesquisadores da L’Oréal Research and Innovation (França) e da Queen Mary University of London.

Em um estudo publicado na revista Nature Communications , os autores revelaram que, na verdade, o cabelo humano é puxado para cima por um tubo de células que o envolve, chamado “bainha radicular externa” (ORS, na sigla do estudo em inglês). Comer carboidrato no jantar leva ao pré-diabetes? Entenda Mulheres vivem mais, mas sofrem mais doenças na terceira idade Técnica brasileira reduz dor da hérnia de disco sem cirurgia; entenda A estrutura, semelhante a um cabo elétrico com um fio de cobre ao centro, é um tubo cilíndrico feito de células vivas que reveste todo o folículo por dentro.

Ela separa o “mundo do cabelo” do resto da pele (derme). No microscópio, ela se parece com uma grossa parede de “tijolos”, que são camadas de células empilhadas. A grande sacada do estudo foi perceber que essas células — até então consideradas como protetoras passivas — formam uma “rede” ativa porque estão conectadas umas às outras por filamentos de actina, o mesmo tipo de fibra que faz nossos músculos se contraírem.

Embora nunca observada em detalhes até agora, essa rede que envolve o cabelo age como um motor: ela se move para baixo, em direção à raiz, realizando um movimento em espiral (como um parafuso).