A médica infectologista Carolina Lázari, membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, defende que o Brasil não precisa de vacinação em massa contra mpox. Segundo ela, as medidas preventivas adotadas pelo Ministério da Saúde estão sendo eficazes.

"No momento não há necessidade de uma vacinação em massa. As medidas preventivas que o Ministério da Saúde vem tomando precocemente se mostram eficazes. No Brasil, pelo modo como a doença se comporta, está sendo priorizada a vacinação de homens jovens infectados com HIV/aids e que têm a imunidade comprometida e também pessoas que trabalham em laboratório manipulando o vírus", explicou.

MONITORAMENTO

A infectologista citou dois surtos da mpox registrados em 2022 e 2024. Em 2022, houve uma epidemia de emergência internacional com 10.821 casos no Brasil, por pessoas atingidas pelo vírus 2B. Em 2024, ocorreu um surto grave na República Democrática do Congo com a disseminação de uma nova variante, o vírus 1B, levando a OMS a declarar o surto como uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional.