O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) divulgou uma nota reafirmando que a região tem mulheres ‘à altura’ de assumir o comando da Organização das Nações Unidas (ONU).

A decisão foi tomada após a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciar sua desistência de concorrer ao cargo, após perder o apoio do Chile.

O Brasil vem defendendo que, pelo critério de rotatividade, cabe à América Latina indicar o próximo secretário-geral da entidade, e que esse indicado seja uma mulher.

Contexto da candidatura

A candidatura de Bachelet foi anunciada num contexto em que o Chile era governado por Gabriel Boric, de esquerda. Em março, quando Antonio Kast, de direita, assumiu como novo presidente do país, o Chile retirou o apoio ao nome da ex-presidente, e sua candidatura foi bancada pelo Brasil e pelo México.