Guilherme Boulos (Psol-SP), ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, chamou nesta 2ª feira (6.jul.2026) de “lamentável” a crítica feita pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) ao número de projetos de sua autoria aprovados durante seu mandato como deputado federal e a comparação com outros congressistas, como Nikolas Ferreira (PL-MG), Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carla Zambelli (PL-SP) e Ricardo Salles (Novo-SP). No vídeo, Tabata diz estar “chocada” com a quantidade de projetos aprovados pelos 5 deputados federais mais votados no país . “São milhões de brasileiros que deram seu voto de confiança e que tão recebendo migalhas em retorno.

E eu não quero me gabar não, mas se a gente somar os projetos desses 5 deputados, dá 18. Seguindo os mesmos critérios, até agora eu já aprovei 32 projetos que viraram lei” , disse Tabata. Assista ao vídeo (2min22s): Eis a lista citada por Tábata: Nikolas Ferreira (PL-MG): 3 projetos que viraram lei (em 1 mandato); Guilherme Boulos (Psol-SP: 5 projetos que viraram lei (em 1 mandato); Carla Zambelli (PL-SP): 5 projetos que viraram lei (em 2 mandatos); Eduardo Bolsonaro (PL-SP): 5 projetos que viraram lei (em 3 mandatos); Ricardo Salles (Novo-SP): nenhum projeto que virou lei (em 1 mandato).

Boulos disse que é “lamentável” a comparação feita por Tabata Amaral entre ele e deputados da direita e afirmou que tem orgulho dos projetos que aprovou durante seu mandato. Também criticou votos da deputada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e na proposta que equipara o antissemitismo ao racismo, incluindo manifestações contra o Estado de Israel como possíveis formas de ataque à coletividade judaica. “Tenho muito orgulho dos projetos que aprovei, dentre eles a Lei das Cozinhas Solidárias, que ajudou a tirar o Brasil do Mapa da Fome.

Teria vergonha se tivesse votado a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro ou se fosse autor de uma lei que criminaliza as críticas ao genocídio de Israel na Faixa de Gaza” , escreveu Boulos. Boulos se licenciou do mandato de deputado federal para assumir o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República em 29 de outubro de 2025. Carla Zambelli renunciou ao mandato de deputada federal em dezembro de 2025, depois que a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal confirmou, por unanimidade, a decisão que determinava a perda do cargo.

Zambelli foi condenada pelo STF em 2 processos: a 10 anos de prisão pela invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e a 5 anos e 3 meses de prisão pelo porte ilegal de arma depois de correr atrás de um homem em 2022. Eduardo Bolsonaro teve o mandato de deputado federal cassado em 18 de dezembro de 2025, depois de a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarar a perda do cargo por excesso de faltas. Eduardo está em autoexílio nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.