Mariza Santana Natalie tem uma vida de sonhos. Ela é a chamada “dona de casa tradicional”, aquela cujo objetivo de vida é casar e ter filhos. É mãe de seis crianças, esposa do “caubói” Caleb, filho caçula de um senador com aspirações a se candidatar a presidente dos Estados Unidos.
A família mora em uma fazenda nas montanhas de Idaho, na região das Montanhas Rochosas. Na propriedade, denominada “Bons Tempos”, toda a produção agrícola é orgânica e não há o conforto da tecnologia moderna. O estilo de vida que prevalece é o da época dos pioneiros.
Lógico que esse modo de vida considerado “perfeito” para as pessoas conservadoras do país é divulgado pelas redes sociais, garantindo a Natalie o status de influenciadora digital de grande sucesso e milhares de dólares na conta bancária. E o que parece tão ideal, na realidade não é bem assim. Os equipamentos eletroeletrônicos da casa são escondidos, a protagonista contratou duas babás para cuidar dos filhos e trabalhadores imigrantes mexicanos atuam na fazenda sem aparecerem nos vídeos, já que o marido Caleb, filho caçula de um político influente, não é capaz de gerenciar nada.
Ou seja, a vida de conto de fadas virtual de Natalie, no papel de dona de casa tradicional, é uma completa farsa. Caro Claire Burke: escritora americana do norte que faz sucesso no Brasil | Foto: Reprodução Isso é o que o leitor descobre quando lê o romance “Bons Tempos” (Rocco, 368 páginas, tradução de Anna Castro), romance de estreia da escritora estadunidense Caro Claire Burke, cuja história é a base do filme que será protagonizado e dirigido pela atriz Anne Hathaway (dos filmes “O Diabo Veste Prada” e “Odisseia”) e que está em fase de desenvolvimento.
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