Na madrugada de sexta-feira, ataques aéreos dos Estados Unidos atingiram um aeroporto, uma estação ferroviária e duas pontes no Irã, resultando na morte de três pessoas, segundo a mídia estatal iraniana. A escalada de hostilidades entre os EUA e o Irã ocorre em meio a um conflito renovado na região do Oriente Médio, especialmente em torno do estratégico Estreito de Ormuz.

Conflito no Estreito de Ormuz

A troca de ataques entre os dois países se intensificou com o colapso de um cessar-fogo provisório, levando a uma sequência de confrontos ao longo do estreito. O Irã, por sua vez, tem alertado que considera o Estreito de Ormuz uma 'linha vermelha' e prometeu retaliar os ataques dos EUA, que já resultaram em mais de 35 mortos e 300 feridos, segundo autoridades iranianas.

Reação em países vizinhos

Além das ações no Irã, a situação também afetou países vizinhos. O Bahrein e o Kuwait enfrentaram ataques de mísseis iranianos na mesma manhã, enquanto o Catar informou ter interceptado um ataque de mísseis que visava seu território. Em Doha, explosões foram ouvidas, e um alerta de segurança foi emitido pelo governo local.

As tensões no Golfo Pérsico também impactaram o mercado de petróleo, que viu um aumento nos preços devido à incerteza em relação ao fluxo de óleo através do Estreito de Ormuz. O diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, destacou que a falta de um entendimento entre EUA e Irã pode representar um risco significativo à segurança energética mundial.

Os recentes ataques dos EUA incluíram alvos em áreas próximas à capital iraniana, Teerã, marcando uma ampliação dos objetivos militares americanos. A mídia estatal iraniana relatou que explosões foram ouvidas em torno do aeroporto de Iranshahr e que a estação ferroviária de Bandar Abbas também foi atingida, resultando em feridos.

Com o aumento das hostilidades, a situação na região permanece volátil, e mediadores, como o Paquistão, tentam facilitar um retorno às negociações para evitar uma escalada ainda maior do conflito.