Arquiteto detalha projeto de parklets com livros, espaço pet e Wi-Fi gratuito para bares de Anápolis Estruturas ocupariam vagas de estacionamento, mas permaneceriam abertas ao público mesmo fora do horário de funcionamento dos estabelecimentos O arquiteto Michael Martins, conhecido nas redes sociais como @arquiteto_dacidade, explicou ao Portal 6 como pretende transformar a estrutura em um espaço de convivência aberto à população, indo além da simples ampliação das áreas destinadas a bares e restaurantes. A ideia surgiu como alternativa ao decreto da Prefeitura de Anápolis que proibiu a ocupação das calçadas com mesas e cadeiras. Em vez de utilizar o passeio público, os estabelecimentos poderiam instalar plataformas sobre vagas de estacionamento, preservando a circulação de pedestres.

Segundo Michael, esse modelo já é adotado em cidades como São Paulo e em municípios da região Sul do país. “Quem executa o parklet é o empreendedor, mas ele é de uso público. O empresário pode utilizar o espaço, mas ele também precisa oferecer uma funcionalidade para a sociedade.

Não pode servir apenas ao restaurante”, afirmou ao Portal 6. Muito além das mesas O arquiteto revelou que o primeiro projeto já recebeu aprovação da Prefeitura e agora entra na fase de execução. A proposta prevê que o espaço funcione como uma pequena praça urbana, disponível para qualquer pessoa, mesmo quando o estabelecimento estiver fechado.

Entre as ideias apresentadas estão bancos com compartimentos para doação e troca de livros, acesso gratuito à internet e um espaço voltado aos animais. “Vamos criar bancos que funcionam como baús, onde as pessoas poderão deixar livros para outras lerem. O empreendedor também vai disponibilizar Wi-Fi gratuito para quem quiser sentar, descansar ou esperar um transporte”, explicou.

Outra novidade é a criação de um ponto de apoio para pets, incluindo recipientes com água e ração para animais em situação de rua. “A ideia é que seja um lugar para os pets também. Mesmo quando o restaurante não estiver funcionando, qualquer pessoa poderá usar esse espaço”, acrescentou.

Reação dividida Após a publicação do primeiro vídeo explicando o funcionamento dos parklets, Michael percebeu que boa parte dos comentários foi de desaprovação. Segundo ele, isso já era esperado. “Toda vez que se fala em mudança, principalmente envolvendo mobilidade e trânsito, existe resistência.

Acho que as pessoas precisam ver o primeiro funcionando para entender como realmente é”, avaliou. Para ele, a proposta não deve ser enxergada apenas como uma solução para bares e restaurantes, mas como uma nova forma de ocupar o espaço urbano. “Eu gosto de definir o parklet como uma mini praça.

Um lugar onde alguém pode sentar, descansar, esperar um Uber, ler um livro ou simplesmente aproveitar a cidade”, concluiu. Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!