Volodymyr Zelensky e Donald Trump em reunião na cúpula da Otan REUTERS/Jonathan Ernst Durante a cúpula realizada em Ancara nesta semana, os membros da Otan concordaram com um amplo pacote de ajuda militar à Ucrânia no valor total de 140 bilhões de euros (R$ 819,29 bilhões). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou após uma reunião com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que pretende conceder à Ucrânia uma licença para produzir de forma independente mísseis para o sistema de defesa aérea Patriot. Esses mísseis são fundamentais para a defesa contra ataques balísticos vindos da Rússia.
Mísseis Patriot Editoria de Arte/g1 Durante um intenso bombardeio russo na última segunda-feira (6), as Forças Aéreas da Ucrânia não conseguiram interceptar nenhum míssil balístico. Segundo informações divulgadas na ocasião, a principal razão foi a escassez de mísseis Patriot. De acordo com Trump, Washington pretende compartilhar a tecnologia Patriot e conceder o direito de produzir diretamente em território ucraniano as munições atualmente em falta para a defesa aérea.
Os Estados Unidos estariam dispostos a fornecer o apoio necessário para viabilizar essa iniciativa. Durante a coletiva de imprensa, Trump também declarou que pretende comprar drones ucranianos. A medida representa uma mudança de postura em relação à sua visão anteriormente mais crítica sobre a indústria de defesa da Ucrânia.
Trump elogiou a ampla capacidade dos ucranianos para fabricar drones. "É impressionante que eles consigam produzir isso em condições de guerra", destacou. A experiência ucraniana em drones também está sendo fortemente demandada em toda a Europa.
Em Ancara, diversos países assinaram um acordo sobre drones com Kiev. Rússia lança nova onda de mísseis e drones contra Kiev Decisão histórica, mas com condições? Caso a Ucrânia receba autorização para produzir mísseis Patriot sob licença, se tornará apenas o terceiro país do mundo, depois do Japão e da Alemanha, a receber esse direito.
No entanto, o especialista militar Oleh Katkow, editor-chefe da revista da empresa ucraniana de mídia e consultoria Defense Express, avalia que o caminho entre a decisão política e o início efetivo da produção levará anos. "Isso é realmente fantástico, um momento histórico. Mas é preciso entender que um processo assim não leva apenas alguns dias ou semanas.
O Japão, apesar de toda sua capacidade industrial e tecnológica, precisou de dois anos entre o acordo e o início da produção. Muito provavelmente estamos apenas na fase de um entendimento político de princípio entre os governos da Ucrânia e dos Estados Unidos." Segundo Katkow, antes que uma cooperação entre empresas do setor de defesa possa ser estabelecida, será necessário firmar primeiro um acordo entre os governos. Somente depois disso poderão começar as negociações com as empresas americanas detentoras dos direitos dos mísseis Patriot.
"No caso dos mísseis Pac-3, os direitos pertencem à Lockheed Martin; já os Pac-2 pertencem à RTX (Raytheon). Essas empresas precisam assinar contratos com companhias ucranianas.
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