A ex-ministra da Igualdade Racial e pré-candidata a deputada federal Anielle Franco (PT-RJ) elogiou o álbum “EQUILIBRIVM II” , da cantora Anitta. Em publicação no Instagram, destacou referências às religiões afro-brasileiras, à ancestralidade negra e aos povos indígenas presentes no disco e no projeto audiovisual. “Todos os dias lutamos pra combater o racismo religioso, contar com trabalhos como esse que rompem barreiras da indústria e trazem novas referências para nossas crianças e jovens é emocionante” , escreveu Anielle.

A petista encerrou a legenda dizendo ter “orgulho de ser Anitter” . Lançado na 5ª feira (23.jul.2026), “EQUILIBRIVM II” tem 17 faixas e dá continuidade ao projeto apresentado por Anitta em abril. O 9º álbum de estúdio da cantora tem participações de Maria Bethânia, Alceu Valença, Mart’nália, MC Tha, Alexandre Carlo, Mestrinho, Katú Mirim e outros artistas.

O trabalho também ganhou um curta-metragem musical. A obra mistura referências de bossa nova, samba, reggae, funk, forró e ritmos ligados às religiões de matriz africana. Anielle chamou a publicação de “ 5 momentos de ‘EQUILIBRIVM II’ que são um marco para a cultura e política brasileira” .

Eis os destaques listados pela ex-ministra: Anitta recebendo um obori das mãos de seu pai de santo; Elisa Lucinda como Preta Velha; Katú Mirim e a presença indígena no disco; representação de Exus e Pombagiras; álbum e visuais sobre “ancestralidade, fé e amor”. No 1º ponto, Anielle descreveu o obori como um ritual das religiões de matriz africana destinado a “alimentar a cabeça” . Segundo ela, a prática busca cuidar, fortalecer e equilibrar o Ori e ajuda a enfrentar preconceitos contra terreiros e a diversidade religiosa brasileira.

A ex-ministra também ressaltou a participação da atriz e poeta Elisa Lucinda como uma Preta Velha, entidade ligada, segundo ela, à sabedoria, à ancestralidade e à resistência negra dentro da Umbanda. Anielle afirmou que a representação carrega a memória, a cura e os conhecimentos transmitidos por mulheres negras mais velhas. Sobre Katú Mirim, disse que a artista amplia a presença dos “povos tradicionais” no projeto ao levar vozes indígenas para o disco.

Anielle relacionou a participação à defesa de terreiros, aldeias e quilombos. A petista ainda destacou as representações de Exus e Pombagiras como guardiões da energia vital, dos caminhos, da liberdade e da ancestralidade. Citou especialmente “Feitiço” , parceria com Mart’nália, que apresenta referências a Zé Pelintra.

Ao encerrar a publicação, Anielle relacionou o alcance do trabalho à formulação de políticas públicas contra a intolerância religiosa. “Como Ministra da Igualdade Racial (2023-2026), liderei a construção da Política Nacional de Povos de Terreiro. Ver um projeto como EQUILIBRIVM II, ouvido por milhões, potencializa o papel de desmistificação que a cultura precisa ter: coloca essas religiões como patrimônio de fé, ancestralidade e conhecimento.

Isso não substitui a necessidade de promoção de políticas públicas, mas cria terreno cultural mais favorável pra elas” , afirmou. Leia mais: Anielle diz que defesas de réus trataram caso Marielle como “descartável” Anitta paga R$ 33 mil em acordo sobre uso de vídeo Anitta convida grupo religioso para conhecer orixás e deuses hindus