Desastres naturais, ondas de calor, secas históricas, chuvas intensas e perdas agrícolas são alguns dos eventos extremos que se tornarão frequentes em um planeta mais quente do que o esperado. A conclusão é de especialistas diante do anúncio das Nações Unidas nesta quarta-feira (2) de que o planeta deve ultrapassar o limite de 1,5º C de aquecimento nos próximos anos.
Para o diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Guimarães, a informação precisa ser tratada com a devida gravidade e provocar esforços urgentes para mudar o cenário.
Impactos econômicos
O economista Sergio Margulis, especialista do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) e professor da PUC-Rio, destaca os prejuízos econômicos do aumento das temperaturas. Perdas em infraestrutura, agricultura, saúde e energia serão cada vez mais frequentes.
Em evento promovido pelo pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), a presidente do Comitê Diretor do Sistema Global de Observação do Clima (GCOS), da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Thelma Krug, disse que a dimensão e a duração do aquecimento determinarão o tamanho dos impactos sobre a sociedade e o meio ambiente.
Quanto mais quente e mais tempo o planeta permanecer acima do limite de 1,5ºC, maior será a necessidade de remoção de dióxido de carbono da atmosfera e mais difícil será reverter o aquecimento.
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