No próximo domingo, Brasil e Noruega se reencontrarão em uma Copa do Mundo após 28 anos, e o nome de Tore Andre Flo será inevitavelmente lembrado pelos torcedores noruegueses. As equipes se enfrentarão às 17h (de Brasília), em Nova Jersey, durante as oitavas de final do Mundial que ocorre nos Estados Unidos, Canadá e México.
Flo, atual treinador da seleção sub-16 da Noruega, foi fundamental na vitória da equipe nórdica por 2 a 1 sobre o Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo de 1998, realizada na França. Ele marcou o primeiro gol que iniciou a virada norueguesa e, um ano antes, em amistoso, já havia anotado dois gols e dado uma assistência em uma vitória por 4 a 2 sobre a seleção brasileira, em Oslo.
O legado de Tore Andre Flo
Por conta de seu desempenho, o ex-jogador, que atuou no Chelsea, foi apelidado de Flonaldo, em uma referência ao icônico Ronaldo Fenômeno, que era o principal jogador da época. No imaginário dos torcedores, o atual astro Erling Haaland busca seguir os passos de Flo no confronto deste domingo.
Flo, que completou 53 anos recentemente, é o maior artilheiro do confronto entre Brasil e Noruega. A seleção norueguesa é a única que, na história do futebol, nunca perdeu para o Brasil.
Nos dois jogos em que Flo teve destaque, a seleção brasileira estava em sua melhor forma, sendo a atual campeã mundial e com uma equipe repleta de estrelas. No amistoso de 1997, a escalação brasileira contava com: Taffarel; Cafu, Célio Silva, Márcio Santos e Roberto Carlos; Mauro Silva, Dunga, Djalminha e Leonardo; Ronaldo e Romário. Já na Copa de 1998, sob o comando do técnico Zagallo, os jogadores foram: Taffarel; Cafu, Junior Baiano, Gonçalves e Roberto Carlos; Dunga, Leonardo, Rivaldo e Denílson; Bebeto e Ronaldo.
A importância da vitória de 1998
Em entrevista, o atual técnico da Noruega, Stale Solbakken, comentou sobre a relevância da vitória de 1998, ressaltando as diferenças entre os estilos de jogo da Noruega daquela época e o atual. “Aquele jogo foi importante para jogadores e treinadores, e por isso o lembramos. Mas estamos aqui para que este grupo escreva uma nova história. Comparado aos anos de 1990, o time daquela época era mais forte fisicamente. A organização é fundamental, mas agora gostamos de ter a bola”, afirmou Solbakken.
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