Desde a vitória nas urnas, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem se concentrado em definir sua equipe econômica, especialmente o nome que comandará o Ministério da Fazenda. No entanto, as expectativas do mercado financeiro indicam que o ajuste fiscal não será prioritário no início do mandato.

Expectativas do mercado

As projeções de inflação aumentaram e as expectativas de crescimento da economia caíram. Economistas estimam um patamar mais elevado para o dólar. Em entrevista à TV Globo, Lula afirmou que o crescimento da dívida pública é uma preocupação, mas defendeu que a solução passa pelo estímulo ao crescimento econômico, não necessariamente por cortes de despesas.

O que está na mesa

A equipe econômica do presidente eleito espera realizar um ajuste fiscal consistente e gradual para garantir a redução da taxa de juros e a manutenção de políticas sociais. O governo pretende promover um ajuste de dois pontos do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto mandato, o que resultaria em um superávit de 1,6% do PIB em 2030.