A África luta pela decolonização das percepções sobre seu tamanho. Em setembro deste ano, a ONU em Nova York aprovou uma resolução que endossou a adoção de projeções de mapa mais realistas, como a Equal Earth, em vez da projeção Mercator do século XVI.
O ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, que liderou a campanha, disse sentir-se orgulhoso. A resolução foi apoiada pela União Africana.
"Finalmente, a África luta para recuperar seu lugar na comunidade internacional", afirmou Dussey. "O lugar reservado a ela ainda é injusto e não corresponde à realidade africana, historicamente, geograficamente ou econômica mente".
A decisão também reflete debates sobre a decolonização do conhecimento em universidades, museus e instituições culturais, bem como em movimentos sociais e organizações civis.
Mali, por exemplo, decidiu remover a história francesa do currículo escolar em outubro de 2025, focando em sua própria história e as outras antigas dinastias africanas.
Em apenas alguns anos, o governo militar maliano rompeu com a antiga potência colonial francesa, encerrando a cooperação militar e permitindo o retiro de soldados franceses.
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