A África luta pela decolonização das percepções geográficas. Em setembro de 2026, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que endossou a adoção de projeções de mapa mais precisas.
O ministério das Relações Exteriores do Togo, país que liderou a campanha, declarou-se orgulhoso do resultado. A resolução foi apoiada pela União Africana.
"Finalmente, a África luta para recuperar seu lugar na comunidade internacional", afirmou Robert Dussey, ministro das Relações Exteriores do Togo, em entrevista ao DW.
Dussey destacou que a discussão sobre mapas globais também abrange a redesenho simbólico dos fatos e conhecimentos, cultura e identidade, e a correção de mal-entendidos sobre realidades políticas e econômicas e poder.
A única nação que rejeitou a resolução foi os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, que já havia nomeado locais em mapas e redescrito territórios.
Historiadores como Romain Tiquet, do Instituto dos Mundos Africanos, observam que desde os anos 2000 houve um debate crescente sobre a decolonização do conhecimento.
Mali, por exemplo, decidiu remover a história francesa do currículo escolar em outubro de 2025, focando em sua própria história e outras antigas dinastias africanas.
Em apenas alguns anos, o governo militar de Mali rompeu com a antiga potência colonial, encerrando a cooperação militar com a França em 2022 e permitindo o retiramento de tropas francesas.
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