O advogado criminalista Roberto Johnatham Duarte Pereira, de 36 anos, foi denunciado pelo Ministério Público por suspeita de atropelar o entregador Cícero Gomes Fonseca, de 42 anos, em Juazeiro do Norte, e fugir sem prestar socorro. Cícero faleceu em decorrência das complicações dos ferimentos sofridos no acidente, que ocorreu em 14 de março.

Acidente e consequências

O atropelamento aconteceu no Bairro Tiradentes e foi capturado por câmeras de segurança. Cícero estava a caminho de uma entrega de açaí quando foi atingido por um carro que fazia uma conversão à esquerda. O veículo, após o impacto, ficou em cima da moto da vítima, mas o motorista não parou e fugiu do local.

Após o acidente, Cícero foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades. Devido ao seu histórico de diabetes, ele enfrentou complicações que resultaram na amputação da perna esquerda. Infelizmente, Cícero não resistiu e faleceu no dia 4 de abril, três semanas após o atropelamento.

Denúncia do Ministério Público

O Ministério Público, através da 12ª Promotoria de Justiça de Juazeiro do Norte, apresentou a denúncia contra o advogado, solicitando que ele responda por homicídio qualificado e por ter abandonado o local do acidente, fugindo de suas responsabilidades legais.

Segundo informações do MP, após o primeiro atropelamento, o motorista teria dado marcha à ré, atingindo Cícero novamente antes de deixar a cena sem oferecer ajuda. O órgão destacou que as circunstâncias do caso indicam dolo eventual, que ocorre quando o autor assume o risco de causar o resultado.

Além de uma possível condenação criminal, a Promotoria também requer que seja fixada uma indenização mínima de R$ 100 mil por danos materiais e morais aos familiares da vítima.

Repercussão e busca por justiça

A família de Cícero Gomes Fonseca tem utilizado as redes sociais para buscar informações que ajudem a identificar o condutor do veículo. Após a morte do entregador, Roberto Duarte se apresentou na Delegacia de Juazeiro do Norte no dia 9 de abril, cinco dias após o falecimento de Cícero. Ele foi ouvido e liberado, mas sua defesa não foi localizada para comentar sobre o caso.

A situação gerou comoção na comunidade local, que aguarda desdobramentos sobre a responsabilização do advogado e as providências que serão tomadas pelo sistema judiciário. O caso levanta questões sobre a segurança dos trabalhadores e a importância de se respeitar as leis de trânsito.