Nasrin Sotoudeh, advogada iraniana, ganhou o Prêmio Vaclav Havel de Direitos Humanos da União Europeia em 28 de setembro de 2026.

A advogada, conhecida por sua atuação em defesa dos direitos humanos, foi uma das três finalistas do prêmio em 2026. Outros dois nomes foram a jornalista e ativista dos direitos das mulheres iraniana-americana Masih Alinejad e a advogada húngara Marta Pardavi.

O Conselho da Europa reconhece o compromisso de Sotoudeh com os direitos humanos e seu trabalho, que ela realizou sob risco pessoal significativo. Ela se opôs a leis que exigem o uso do véu e ao uso da pena de morte, apesar de várias prisões e perigos pessoais.

Advogada de direitos das mulheres

Sotoudeh é uma defensora dos direitos das mulheres, dos prisioneiros políticos e da abolição da pena de morte. Representou vários ativistas, jornalistas, membros de minorias religiosas e pessoas condenadas à morte.

Em 2012, ela recebeu o Prêmio Sakharov do Parlamento Europeu, junto com o diretor de cinema Jafar Panahi, enquanto estava presa.

No ano de 2019, foi condenada a 33 anos de prisão e 148 chicotadas por sua atuação como advogada de mulheres que protestaram contra a lei do véu obrigatório no Irã.

Em 2020, Sotoudeh iniciou uma greve de fome em uma prisão iraniana para protestar sobre as condições de detenção e a situação dos prisioneiros políticos. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Alternativo Nobel (Prêmio Right Livelihood).