9/11 e a Guerra ao Terror: Como eles ajudaram o extremismo de direita na Europa

Nove de setembro de 1998 marcou o início de uma era que viu o extremismo de direita europeu ganhar força política através de narrativas anti-muçulmanas. A Guerra ao Terror declarada pelo presidente americano George W. Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001 permitiu que partidos de extrema-direita se beneficiassem de narrativas anti-muçulmanas já estabelecidas.

Antes dos ataques, partidos de extrema-direita na Europa eram marginalizados nos sistemas políticos continentais. No entanto, a partir da queda das Torres Gêmeas, essas narrativas ganharam força, especialmente após o colapso do bloco soviético, que permitiu que o racismo antissemita e o fascismo fossem substituídos por uma hostilidade crescente em relação à cultura muçulmana.

Ao declarar a guerra contra os terroristas que teriam pervertido o Islã, mas não contra o Islã em si, Bush criou uma atmosfera onde todos os muçulmanos eram suspeitos, contribuindo para a legitimização e globalização da xenofobia islâmica.