Um ano após a criação do Crédito do Trabalhador , 74% dos empregados com carteira assinada que aderiram ao novo consignado privado já têm 2 ou mais empréstimos ativos, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado nesta 2ª feira (20.jul.2026). O estudo também identificou que 29% dos trabalhadores que contrataram um 2º empréstimo aceitaram taxas de juros superiores às da operação inicial. Segundo a empresa, o resultado indica aumento da recorrência na contratação de crédito e reforça a necessidade de maior transparência na comparação das condições oferecidas pelas instituições financeiras.
Leia os principais dados do estudo: 74% possuem 2 ou mais empréstimos ativos ; 54,6% contrataram empréstimos em bancos diferentes ; 29% fizeram o 2º empréstimo com juros maiores ; 44% das operações foram de até R$ 1.500 ; 1,9% dos contratos superam R$ 20.000 ; 68% tiveram de duas a 5 consultas ao CPF nos últimos 6 meses; 69% possuem restrição financeira ativa. O levantamento analisou 191.798 contratos de empréstimo consignado privado vinculados a 88 empresas e realizados por 61 instituições financeiras até abril de 2026. Entre os trabalhadores com mais de um contrato, 54,6% contrataram operações em bancos diferentes, evidenciando maior pulverização entre as instituições financeiras.
Os dados também mostram que o novo consignado se concentrou em empréstimos de menor valor. Segundo a Serasa Experian, 44% das operações foram de até R$ 1.500. Nessa faixa, a taxa média mensal foi 7% superior à observada em contratos anteriores de valores mais elevados e prazos mais longos.
Já os contratos acima de R$ 20.000 representaram só 1,9% do total analisado, mas registraram juros médios menores e prazos mais extensos. BAIXO VALOR Segundo o CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian, Délber Lage, o comportamento indica que a modalidade tem sido utilizada principalmente para operações de pequeno valor. “O avanço da modalidade ampliou o acesso ao crédito, mas também aumentou a frequência de contratação e a diversificação de instituições financeiras utilizadas pelos trabalhadores.
Em um ambiente mais competitivo e pulverizado, cresce a importância de transparência nas ofertas e da comparação entre condições antes da tomada de crédito” , afirmou. O estudo também aponta maior demanda por crédito entre os usuários do programa. De acordo com a pesquisa, 68% dos trabalhadores tiveram entre duas e 5 consultas ao CPF nos últimos 6 meses e 69% possuem algum tipo de restrição financeira ativa.
Para Lage, o crescimento da modalidade exige maior atenção ao uso sustentável do crédito. “A educação financeira e a transparência sobre taxas e condições serão fundamentais para a evolução saudável desse mercado” , disse.
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